terça-feira, 11 de novembro de 2008

Achando a solução de um dos 19.

(Vou fazer disso um espaço pra eu desabafar tudo que eu guardo aqui comigo.)

Ontem eu senti saudades, e juro que se eu pudesse esse sentimento não existiria.
Entreguei as mãos do destino – ou quem sabe do infeliz, que denominei de meu destino – tudo o que eu sentia, pensava, queria, sonhava, idealizava. E hoje, por não ser burra o suficiente, entreguei os pontos mais uma vez.
Talvez ser forte não é se declarar? Ou é calar-se sempre ainda mais quando ‘paredes tem ouvidos’?
Eu nasci numa família típica ‘unida e ouriçada’, meus pais são primos.. e juro que não sei se eram apaixonados quando se casaram, porque hoje já não são mais. Entrando nesse assunto, venho a comunicar ao mundo que eu, Ana Paula não acredito nem um pouco nisso.
Tenho duvidado, e alias, amaldiçoado... minto, tenho raiva de todos os sentimentos derivados de paixão.
Hoje eu desacredito, desconfio, falo mal. Não quero mais pensar nisso.
Fui criada no meio de três marmanjos, por ai arrumando namoradas nas noitadas, fazendo o que bem entendem até acabar a madrugada, e depois desligando o celular para aquela ‘mais uma’ não ligar. Ou se não passava o numero errado -quem sabe?-.
Indo por ai, atrás de diversão, musica que os agrada, quem ‘catar’ mais mulher, PRONTO aposta ganha.
As coisas deveriam ser mais fáceis, não tão fácil quanto meus irmãos levaram a vida..
Mais ai é que chegamos ao ponto que eu desejava muito frisar. Eu, como quem filha de peixe, peixinho é, e alias neta de tubarão, tubarãozinho sou. Fria, sem sentimentos e nem compaixão. Sinto muito, acabou, se você gosta de mim não posso fazer nada.
Não, eu só não usava essas palavras, mais era o que eu no fundo no fundo queria falar, me contorcia e achava um modo mais ‘simpático’ de dizer, não te quero mais, SOME!
Meu irmão, o mais velho, e por sinal o que começava a aposta, se apaixonou por uma ai... se não me falha a memória são oito, ou nove anos juntos, dois filhos, e enfim.. uma vida.
Será que ele desligou o celular, ou ficava besta olhando ele tocar? (apesar que naquela época era bip HAHA)
Presumo que quando as pessoas sentem que é pra ficar juntos, deve acontecer alguma coisa, porque já me falaram tantas vezes em sinal, aqueles do tipo: ouvi sinos tocarem, borboletas no estomago. Ou coisas do gênero.
Creio que pra mim, que pouco que vivi, nunca senti borboletas, nem outro tipo de bicho no meu estomago. Nunca tocou sininhos, nem ring-tones.
Na verdade, acho que ouvi sim... barulho de pessoas, num dia de domingo comum. Porta de um show e quase dois litros de vinho na cabeça. Não foi nada ‘romaticoloide’, e nem mesmo ouvi os sinos. Porem, foi um dia perfeito.
Pra você um dia perfeito é parque com os amigos, um almoço em família?
Desculpa, mais a minha formalidade faltou neste dia. Um calor, e eu com uma blusa de frio.
Um porre de bebida nas minhas duas amigas, coitadas... mal sabiam quem eram.
As seis eu tinha que estar na estação da sé, cinco e meia eu perdida em São Bernardo do Campo, nunca tinha chego tão longe de condução, e ali estava eu, carregando duas bêbadas, ao lado do meu ‘príncipe encantado’ pegando trolebus, nunca nem tinha ouvido falar de tal nome tão difícil de se pronunciar depois de dois litros de vinho.
Quanta complicação não é mesmo?
Eu tinha contado que eu era uma fria? Então, vamos voltar a esse assunto.
A fria subiu no ônibus, e como esperta eu fui, tinha anotado no celular o numero do telefone dele, e e-mail. A fria aqui, mais uma vez, rouba a cena mandando para o príncipe: adorei te conhecer por sms. Bom, ainda bem que desta vez a tecnologia estava ao meu favor, bendito celular com credito. E pela primeira vez A FRIA, cai do cavalo. A fria se apaixona pelo príncipe que salva ela pra sair do ‘labirinto’ e com duas missões: carregar duas bêbadas. Não, agora pensando bem, maldito celular, e tecnologia.
Hoje faz mais ou menos 1 ano e 3 meses disso.
E agora, a fria que tinha se tornado um mar de amores, que entregou seus sentimentos por um ano para o príncipe com defeitos, esta neste exato momento reduzida a pó.
O príncipe não ama mais, e a fria cansou de amar.

Tomei uma decisão um tanto quanto importante demais hoje. Vou voltar a ser fria, e repensar se borboletas existem mesmo. Perdi o pessimismo, mais jamais a fé em Deus.
Alias, quanto mais eu peço a ele que me de uma luz, ele me remete a lembrar do passado haha.
Agora, e a partir de hoje, vou pedir que ele apague essa estrelinha dentro do meu coração.
Renasci fria, mais continuo com minha meiguice, sendo sede de amor a todo instante. E esperando que ‘exista amor pra recomeçar’.

2 comentários:

gumello disse...

este é o segredo pra mim Paula. uma de cada vez.
fico feliz por você vio

bjão linda

gumello disse...

sabe o final desse texto?
sei la é relevante Nescau...
sabe pq.
o amor não é tudo numa relação, eu sei pq recomeçar só com amor é muito bom... mas e depois?

PENSE