segunda-feira, 29 de setembro de 2008

trezentos monstros.


Estou n'um vazio pessoal, com trezentos corpos ao meu redor.
Estou ouvindo gritos de mudos; segando-me com espadas.
Arcanjos me atiram pedras, bandidos me tiram a vida.
E você, me rouba as palavras.

Ontem anoiteceu mais tarde.
Mais o sono chegou por volta das cinco horas.
O frio nos meus pés, meu porto sem seguro.
A cama parecia ter dez metros, de tamanha imensidão.
As paredes pareciam aproximar, e o teto parecia descer;
E descendo devagar.. cai.
Cai em cima de mim, e me afunda.

Tira-me o ar, pensamentos vagos.
Arranca-me a paz, medo.
Perturba meu sonho, desejo.
Evoca minha alma.

Trezentos monstros me perseguem.
Desculpa mais eu tenho que sair correndo daqui.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

meu palácio.


Já ouviu falar naquela dor por dentro?
Que você não sabe explicar?
Já ouviu dizer que no palácio, grande são os reis, e pequenos seus súditos.
Eu, rainha do meu eu interior, engoli um súdito esta noite;

Porque será?
Boa pergunta.
Engoli a seco, e ele esta se revirando dentro do meu corpo, está tomando conta de mim, e mostrando que sou escrava dos meus pensamentos redundantes, amedrontador.
Ele esta se revoltando contra mim, dentro de mim.
Eu não posso deixar que ele se transforme em um monstro, e acabe com meu dia.

Mais você, camponês... porquê me olha com esses olhinhos que só você tem?
Porque me segura tão firme em suas mãos, e tenta arrancar este quase monstro de dentro de mim?
Enquanto minhas tremulas mãos estão geladas, porque tu faz questão de que eu segure as tuas?

Olha, ele esta tão tranqüilo agora, sinto que esta dormindo.
Mas esta trancafiado, em algum lugar. Aonde eu tenho certeza que não conseguirei arranca-lo agora.

me deixe em paz.


Avance o sinal, chame de filho da puta aquele coxinha que esta parado ali na esquina.
Coma um maço de cigarros, pode ser do mais barato.
Desce uma, duas, três cervejas.
Desce do carro, vamos pegar a estrada a pé.
Subir o morro com medo de cair pra trás, mais vamos.
Correr contra o tempo, parar o relógio da igreja, que pros fieis bate as sete.
Pixa o muro da prefeitura chamando de corrupto, aqueles engravatados.

Mas deixa, por favor, me deixa;
Deixa eu cuspir a raiva que já passei até agora.
Me deixa, deixa minha paz.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

falando de amor.


Eu gosto de escrever de amor.
Talvez goste mais ainda de escrever de amores perdidos, de mal entendidos, de falta de amar.
Gosto da falta de amor, e de quantas vezes um ser humano é capaz de morrer por ele, em uma só vida.
Falar da falta de sorte dos amantes, e da grande esperança dos casais.
Das besteiras que todos pensam, e que tentam continuamente transmitir que amam, ou simplesmente que se atrai por tal alguém.
Das tardes que passei, avaliando novos amores, perdi tempo diferenciando.
Vai ser sempre a rotina, sempre.
Sua vida vai ser sempre rotina, você vai acordar todos os dias de manhã, que seja, mais vai acordar sempre mais ou menos no mesmo horário.
Vai ter algo que seja monótono na sua vida, e vai ter seu amor, sua paixão, sua atração.
Ou não vai ter ninguém, e vai se lamentar por isso.
Se encontrar alguém, vai desejar que seja ‘eterno enquanto dure’.
Mas se não encontrar, vai procurar como um cão farejador.
Como um faminto por seu pão.

Mas vai encontrar, vai sim, vai.
Vai encontrar alguém, que lhe queira bem, antes que o sol se ponha.
Vai ter noites pensando em alguém que não pensa em você, e vai se dar conta que do outro lado do seu pensamento, ele pensa em você a noite inteira;

Tu nunca vai estar contente, jamais.
Vai acordar de manhã, na sua rotina de gente grande, casada; com responsabilidades maiores do que somente trabalhar, como fazer um café da manhã, desejar bom dia (...).
Vai se dar conta, que alguém que tu desejou dizer: sim, eu aceito.
Esta ali do seu lado, acordando todos os dias contigo, dividindo seu edredom, e sua paciência.
Pagando a conta de luz, e deixando a de água que é mais barata pra você.
Quando o tal chega do serviço, você vai ter do que reclamar.
Seja do sapato sujo que ele deixou em cima do seu tapete, ou seja, da falta de humor que ele trouxe juntamente com o trabalho acumulado, e essa noite não vai ter amor.
E você também vai ter do que reclamar, quando ele te disser, que não gostou da nova disposição dos moveis.

Você ainda sim, vai reclamar de amor.
Vai dizer que ele não te ama mais.
E vai falar que amor não é pra sempre.

E eu vou estar aqui, escrevendo sobre amor, sobre encontros e desencontros.
Fantasiando contos, daqueles que você sempre quis viver.
E não vou mentir quando falar, que amor nada mais é do que elevações de humor, misturada com paixão, e algo que eu tento explicar...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

tuas drogas matinais.


Esta ali trancado no seu vazio pessoal.
Dominando sua inércia ele vive!

Vive enclaustrado, no seu antes.
Seu durante não passa nunca.
Porque morre por dentro o seu após.

Ele esconde seus versos no rodapé do seu quarto.
Ele escreve na parede tudo que sonhou, e jamais vai ter.

Corre e compra o que destrói.
E no chão (ainda) consome o que te corroí.
Vicioso contratempo contra o tempo.

Ele toma seu veneno letal.
Sua corrente nasal é impulsionada a não sentir seu odor.
Sua pele manchada, e suas mãos amarelas.
Os olhos vermelhos e o álcool na língua.

Curou seu medo dentro do seu quarto.
Colocou seu corpo em decomposição.
Morreu, sem saber viver;
Comprou uma bíblia, tentando achar a solução!
Finas sedas. Muitos finos.

E cinco anos depois... Aceleração baixa.
Mal pode se lembrar das memórias infantis.
Comeu seu cérebro, arrancou seu nariz.
Furou seu pulmão, e fritou seus rins.



Caixão preto de pvc, indigente, 25 anos.
Sem lapide e sem historia.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

prece divina.


Aperte o play pausadamente, tente agir com essa tecnologia humana só sua.
E vai falando devagar;
Primeiro me conte do seu poder de hipnose, e dos seus planos lunáticos.
Conte também as coisas que faz e que tem vergonha, as coisas que quer esconder do mundo, mais só a mim você vai confiar contar.
Grita, grita alto, porque as vezes a raiva aparece.
Acredita, porque eu vou te falar o que aconteceu hoje, e os motivos que me fizeram pensar em você.
Depois junte suas mãos comigo, ajoelhe ao chão (coisa que desaprendi fazer) e fala se as preces têm o mesmo valor pra você, quão tem a mim.
Depois de um tempo vamos lá, agradecer por um dia nos conhecermos, ou nos arrepender.. por não ter conhecido antes.

falsa valsa.


Olha, vem agora, mais vem correndo. E me fala logo tudo que se passa.
Isso tudo é farsa? Essa dança não é valsa?
Vem logo vai, mente pra mim mais uma vez, fala de novo o que eu quero escutar, já que eu adoro mentiras.
E eu também minto, e estou mentindo pra você neste exato momento, e me diz, como você se sente sendo enganado por mim?
Vai, coloca seu cérebro pra funcionar devagar,vai lá, corre, chama seus amigos pra colocar seu corpo pra não conseguir mais ter os sentidos...
E depois afoga em um gole, em dois, todas suas magoas.
Afoga também os problemas por lá, se você acha que consegue resolver assim.
Depois volta aqui, e me pergunta se estou bem, se também quero afogar a entediaste semana num copo.
Ai me pergunta se eu me sinto bem, e anestesiada eu vou te responder: estou ótima.
Ótima, é assim que tem que ser, e é assim que vai ser.
Será que eu to mentindo nessas linhas? Você acredita em mim?
Porque eu já não posso mais acreditar em nada, muita coisa é farsa.
Mais de repente, você me puxa pela mão, me levanta da cadeira, e ao som de Beatles, diz que é valsa.
Começa a doer meus pés, faz calos, e você não me deixa sair, não me larga, e diz que a musica ainda não acabou. E que não vai acabar tão cedo.
Daqui há um mês ela ainda vai estar tocando, e você vai estar cantando, anestesiado?
Sua mão vai ter sarado, alias, você se reconstitui fácil.
Ninguém fica machucado muito tempo, por isso, se eu estou mentindo, já passa.
Mais se a musica acabar, é que o CD já se riscou, de tanto repetir a mesma canção.
E se você tentar um dia mudar de musica, quem sabe a gente não faz dessa valsa uma enorme farsa, ou a nossa farsa, vira valsa.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

para alguém.


Te tocar quando cai a neblina da noite fria, os respingos da chuva vai molhando teu rosto, e levemente você vai fechando os olhos.. São momentos e circunstancias em que você não sabe mais, se olha em meus olhos, ou se deixa minha mão deslizar sua face. Parece que aquele prateado da lua, ilumina teus olhos, que em segundos brilha como se fizesse parte daquela constelação.. Parece ser uma prece divina, uma noite que passei escrevendo este texto pra ti, amor que vira...
Um dia, tu vai ler, e saber que de ti estavas falando nessas linhas.. vai adormecer em meus braços, e eu lhe direi: por tanto tempo te esperei, sendo que lhe conheço a menos de um mês.. Vou lhe surpreender todos os dias, e você não vão saber, porque me dedico tanto a ti.. E um dia eu vou lhe dizer: por tanto tempo esperei por alguém como você!

caso perdido.


Olha, meus olhos são tão tristes agora, que já até perderam o brilho. É tanta desigualdade entre eu e meu eu interior, eles não se comunicam.
E eu perdi o a vontade daquela coisa, tal razão, tal emoção.
Olha, e é fraca as minhas palavras.
Tão quão não chegam alcançar teus ouvidos. Tão quão falham, saem da minha boca e tocam ao chão.
Sinto-me como ossos destroçados no chão, ossos quebrados, apenas ossos.
Vamos crescer, crescer nosso ego, mais como? Reconstituindo-me? Sendo ossos e palavras no chão?
Usando do seu veneno como cálice de fortaleza ao meu ser.
E lá vai você me falando como devo agir mais uma vez
Opinando na minha vida, colocando o dedo na onde não é chamado.
Olha, sou cinzas queimadas ao chão, e você e ninguém mais conseguira me reconstituir a não ser eu mesma.
Sou caso perdido, fui levada pelo acaso.

Deus sabe o que faz.

E eu, chegado à minha última conclusão, na certa, apenas por não ser louca, e por minha alma não ter se desvairado, nem perdeu os limites. Sentindo necessidade imediata de ordem, e de dar nome ao que existe, apelidei de simplesmente porcentagem. E, para conseguir classificá-lo entre as realidades reconhecíveis, tornei sonho. E passou a me ameaçar, como quem me rodeia em ar silencioso uma madrugada de batalha de gritos.
Mais assim sendo, sei o porquê meu coração bateu. Meu coração bateu porque esmeralda nenhuma é tão rara. Nem os ensinamentos dos sábios são tão raros. Nem o homem mais rico do mundo já pôs olhos sobre sorriso mais lindo. Ali estava o que o mais fino sonho jamais pudera imaginar. Foi então que o meu ponto fraco disse timidamente e com uma delicadeza de sentimentos de que eu jamais o julgaria capaz:
Te adoro!
Mais me veio o adeus. E quem sabe a que escuridão de amor pode chegar o carinho repentino, com data de validade. Passei um dia perturbada, que era tomada pela saudade.
E então comecei a considerar a cruel necessidade de amar. Considerei a malignidade de nosso desejo de ser feliz. Considerei a ferocidade com que queremos brincar de amor. E o número de vezes em que mataremos por amor.
Aprendi a reter desejos, e voltar a ter medo. -pois numa natureza que errou uma vez já não se pode mais confiar.- disse a natureza, que perfeito faria, mais que seria perfeito ao seu modo de ser.

Eu só lhe digo uma coisa: Deus sabe o que faz.

destino.

EI, espero que você segure firme a minha mão agora.
É, você tal destino.
E não me subestime, e nem sinta pena de mim. Não tenhas medo, e não me julgue.
Mais segure firme a minha mão. E jamais me pergunte o que estou fazendo quando eu quiser encontrar o teu começo, entender seu meio, e procurar teu fim.
Olhe bem nos meus olhos, e, por favor, não minta pra mim.
E por nada nesse mundo me faça chorar. Mais me mostre o que é certo, e o que é errado.
Mais não me faça chorar. E olhe aqui, bem no fundo dos meus olhos... Tu enxerga tudo que eu já vivi? Ou pelo menos 1%? Você pode sentir por entre esses risos no meu olhar, tudo que já se passou nessa minha vida?
Segure a minha mão, e me ensine a caminhar, sem medo dos carros.
Olha, meu medo é andar na contramão. Talvez eu tenha que aprender muito ainda.
Hei, destino, tu podes me ensinar?
E se puder, tu me ensina a temer as coisas boas? E saldar as coisas ruins como se fossem presentes divinos me ensinando que a sua proposta é me ensinar a viver!
Olha, e se não for pedir muito, não solte a minha mão, jamais.

E se eu fosse você, por um segundo?

Desisto de ser eu pra poder ser um pouco você.
Desisto de ser eu, pra poder ter a liberdade de tocar tua face, não sendo uma mão estranha, sendo as tuas.
Desisto de ser eu, pra chorar, e sentir o frio salgado das lagrimas escorrer por tua face molhar teu corpo, escorrer entre teu pescoço.
Desisto de ser eu, pra ser você e ser eu seu desejo.
Eu deixo de ser eu, pra virar esquecimento. Deixo de lado meus sonhos, e sigo os obstáculos.
Desisto da minha pele, pra habitar somente você.

um metro e sessenta e dois.


A sua maior meta, é alcançar o céu com seus um metro e sessenta e dois.
Ela quer anestesiar os dias. E suas mãos frias.
Ela quer tocar o chão e perceber que esta em terra firme.
Ela quer ter o poder, poder de mudar pelo menos a sua vida.
Comandar as estrelas não é pra ela, por mais que pense alto, ela não pensa grande.
Ela só quer ser mais uma ‘pequena notável’. Se é que alguém pode a entender.
Olha, e digo mais... Ela me disse, que quer ser simplesmente ELA!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

pra você, dorminhoco.

Deixe a porta encostada, vá você longe ou perto.
Deixe as luzes acesas, vá você sair pra sempre, ou somente por alguns segundos.
Cumpra pelo menos o que promete, e não prometa o que não possa cumprir.
E não me fale do amanha, porque Deus nos concedeu a vida, não a eternidade.
Vá e não conte as horas pra voltar, e nem jogue migalhas no chão pra não esquecer o caminho.
Cruze a ponte sem culpa. E volte somente se achar que deve. Mas conte os segundos até a bomba explodir. E depois me diga, que tu só quis falar do amanha, porque assim como você ele é incerto demais.

Eu vou guardar sempre na memória, você desconhecido. E eu vou me culpar sempre por eu não ter ido ao mesmo lugar que você foi na sexta passada. Vou também culpar meus olhos por não ter te visto primeiro.
Mais levarei culpa maior se o mundo conspirar contra mim, e eu a favor de você.
Levarei culpa maior se você conspirar contra mim, e eu a favor de você.
E também vou me culpar por não te julgar mais um babaca como tantos outros.
Afinal, a quanto tempo nos conhecemos em? Há mais de 24h?

Olha, eu vou te contar um segredo, tenho medo do incerto, mais na verdade meu maior medo é a minha incerteza.
Mais se é errado, bom, isso eu não sei... Mais tenho curiosidade do seu sorriso, e curiosidade também da cor dos teus olhos... Não, não, eu já vi por fotos... Mas e quando a luz refletir... Ele muda de cor?
Ou será que fica só aquele brilho de luz, que vai me extasiar quando eu prestar atenção diretamente no seu globo ocular.
Será também que suas mãos vão ser como eu imagino?
A questão é essa! A grande, robusca imaginação.

Mas calma, algumas 30 horas se passaram, 30 horas que eu sei seu nome, 1º passo.. passos.. vamos por passos.. E agora consegui chegar ao 15º. Talvez porque já saiba teu nome, (e sobrenome) e mais treze (ou mais) coisas sobre você.
É que eu gostei, sim, gostei de você.
Te incomoda? Porque se sim, mude você, seu jeito, (que da medo)... é, seu jeito. Mais deixe isso pra lá, vamos ao 16º passo?
Passos.. eu tenho medo de tropeçar, mais pra que entrar neste assunto?

Eu costumo ter 10 palavras pra descrever alguém que eu conheça há 1 mês, mais olha, por mais uma vez eu entrando em um detalhe que eu prefiro não comentar...

Quebre um cd do Djavam, te espero as 4:30 na porta do cinema, quem chegar primeiro, aposta ganha!