terça-feira, 11 de novembro de 2008

Achando a solução de um dos 19.

(Vou fazer disso um espaço pra eu desabafar tudo que eu guardo aqui comigo.)

Ontem eu senti saudades, e juro que se eu pudesse esse sentimento não existiria.
Entreguei as mãos do destino – ou quem sabe do infeliz, que denominei de meu destino – tudo o que eu sentia, pensava, queria, sonhava, idealizava. E hoje, por não ser burra o suficiente, entreguei os pontos mais uma vez.
Talvez ser forte não é se declarar? Ou é calar-se sempre ainda mais quando ‘paredes tem ouvidos’?
Eu nasci numa família típica ‘unida e ouriçada’, meus pais são primos.. e juro que não sei se eram apaixonados quando se casaram, porque hoje já não são mais. Entrando nesse assunto, venho a comunicar ao mundo que eu, Ana Paula não acredito nem um pouco nisso.
Tenho duvidado, e alias, amaldiçoado... minto, tenho raiva de todos os sentimentos derivados de paixão.
Hoje eu desacredito, desconfio, falo mal. Não quero mais pensar nisso.
Fui criada no meio de três marmanjos, por ai arrumando namoradas nas noitadas, fazendo o que bem entendem até acabar a madrugada, e depois desligando o celular para aquela ‘mais uma’ não ligar. Ou se não passava o numero errado -quem sabe?-.
Indo por ai, atrás de diversão, musica que os agrada, quem ‘catar’ mais mulher, PRONTO aposta ganha.
As coisas deveriam ser mais fáceis, não tão fácil quanto meus irmãos levaram a vida..
Mais ai é que chegamos ao ponto que eu desejava muito frisar. Eu, como quem filha de peixe, peixinho é, e alias neta de tubarão, tubarãozinho sou. Fria, sem sentimentos e nem compaixão. Sinto muito, acabou, se você gosta de mim não posso fazer nada.
Não, eu só não usava essas palavras, mais era o que eu no fundo no fundo queria falar, me contorcia e achava um modo mais ‘simpático’ de dizer, não te quero mais, SOME!
Meu irmão, o mais velho, e por sinal o que começava a aposta, se apaixonou por uma ai... se não me falha a memória são oito, ou nove anos juntos, dois filhos, e enfim.. uma vida.
Será que ele desligou o celular, ou ficava besta olhando ele tocar? (apesar que naquela época era bip HAHA)
Presumo que quando as pessoas sentem que é pra ficar juntos, deve acontecer alguma coisa, porque já me falaram tantas vezes em sinal, aqueles do tipo: ouvi sinos tocarem, borboletas no estomago. Ou coisas do gênero.
Creio que pra mim, que pouco que vivi, nunca senti borboletas, nem outro tipo de bicho no meu estomago. Nunca tocou sininhos, nem ring-tones.
Na verdade, acho que ouvi sim... barulho de pessoas, num dia de domingo comum. Porta de um show e quase dois litros de vinho na cabeça. Não foi nada ‘romaticoloide’, e nem mesmo ouvi os sinos. Porem, foi um dia perfeito.
Pra você um dia perfeito é parque com os amigos, um almoço em família?
Desculpa, mais a minha formalidade faltou neste dia. Um calor, e eu com uma blusa de frio.
Um porre de bebida nas minhas duas amigas, coitadas... mal sabiam quem eram.
As seis eu tinha que estar na estação da sé, cinco e meia eu perdida em São Bernardo do Campo, nunca tinha chego tão longe de condução, e ali estava eu, carregando duas bêbadas, ao lado do meu ‘príncipe encantado’ pegando trolebus, nunca nem tinha ouvido falar de tal nome tão difícil de se pronunciar depois de dois litros de vinho.
Quanta complicação não é mesmo?
Eu tinha contado que eu era uma fria? Então, vamos voltar a esse assunto.
A fria subiu no ônibus, e como esperta eu fui, tinha anotado no celular o numero do telefone dele, e e-mail. A fria aqui, mais uma vez, rouba a cena mandando para o príncipe: adorei te conhecer por sms. Bom, ainda bem que desta vez a tecnologia estava ao meu favor, bendito celular com credito. E pela primeira vez A FRIA, cai do cavalo. A fria se apaixona pelo príncipe que salva ela pra sair do ‘labirinto’ e com duas missões: carregar duas bêbadas. Não, agora pensando bem, maldito celular, e tecnologia.
Hoje faz mais ou menos 1 ano e 3 meses disso.
E agora, a fria que tinha se tornado um mar de amores, que entregou seus sentimentos por um ano para o príncipe com defeitos, esta neste exato momento reduzida a pó.
O príncipe não ama mais, e a fria cansou de amar.

Tomei uma decisão um tanto quanto importante demais hoje. Vou voltar a ser fria, e repensar se borboletas existem mesmo. Perdi o pessimismo, mais jamais a fé em Deus.
Alias, quanto mais eu peço a ele que me de uma luz, ele me remete a lembrar do passado haha.
Agora, e a partir de hoje, vou pedir que ele apague essa estrelinha dentro do meu coração.
Renasci fria, mais continuo com minha meiguice, sendo sede de amor a todo instante. E esperando que ‘exista amor pra recomeçar’.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Meus 19 problemas.

Eu cansei de falar todas as palavras que você já sabe de cor.
Cansei de inventar historias no meu imaginário, porque na verdade eu só queria ter palavras.
Sair de cima do muro, depois de ligar as câmeras, acender as luzes e gritar por ação.
Ver as coisas passar e daqui a um tempo ter alguém do meu lado que eu possa contar tudo isso que eu vivi.
Tenho medo da vida, e do destino. Sei que ele é capaz de fazer mover o mundo, e sei também da capacidade dos seres humanos.
Eu posso ir alem, e você também. Meu medo é esse.
Eu tinha que ser mais forte, como pode uma ponte inteira perder suas estribeiras por um mero fio de cabelo.
Eu tinha que ser mais forte, pisar firme no chão e ter forças nas mãos.
É quando você descobre, o quanto você precisa de alguém.
Que Deus coloca pessoas na sua vida sabe se lá pra que.
Não posso falar que você não me ensinou nada, porque até lagrimas de mim você conseguiu arrancar.
Fui forte de mais, por toda minha vida, saudade não era doida. Nem morte era desespero.
Creio que eu precisava aprender isso. Que eu tinha que dar valor mais para os abraços.
Só me explica uma coisa: já sei que saudade existe, mais porque ela é tão triste?
Me disseram que eu consigo viver, sem ultrapassar meu mundo e chegar até o teu.
to vendo que eu chego na mesmice quando falo de você, é tudo tão clichê quando se gosta de alguém?
Ontem eu vi um cara entregando rosas pra mulher que ama, sem muita vergonha no meio de uma multidão estava ele com um buquê na mão e a maior cara lisa! HAHA
Algumas pessoas não tem vergonha quando se toma atitude que reflete no ser que mais te completa.
Sei quão clichê é um buquê, e assumo que eu não gosto de rosas. Só queria uma historia pra contar.
Na verdade eu prefiro você se lambuzando todo de sorvete só pra me fazer passar vergonha na praça de alimentação.
Escrevendo na minha agenda, com aquela letra minúscula que não dá pra entender.
Correndo pra pagar a conta, me fazendo comer muito. Brigando comigo pra não usar salto, só pra eu não chamar atenção.
Você dormindo, e jogando o peso todo em cima de mim, e quando assusta que olha pra minha cara só pra ver se eu vi.
Me chamando de chata, de gorda, carinho só teu, não é mesmo? HAHAHA -.-
Só eu sei a intensidade que eu tenho de ser fraca ao citar no teu nome.
Você não é o mais bonito da face da terra, nem o mais simpático. Tem mais defeitos que eu e eu de novo juntas.
Retruca tudo o que eu falo, e não deixa nada passar batido. Jurou que não me ama, será?
Me leva nos lugares mais especiais da minha vida, pra ter lembrança pra guardar?
Me procura quando bate a saudades, é pra doer em mim, ou é porquê dói em você?
Escreve no muro meu nome com o seu, o tempo apaga, eu voltei lá. E você porque não esquece destes atos?
Sabe tim-tim por tim-tim de coisas que eu não me recordo, sabe até porque escolhi tirar aquela foto. Lembra do dia, se era tarde ou noite, se era sábado ou domingo, e que roupa eu vestia.
Deitada do teu lado, você lembra que o perfume que eu usava era o mesmo quando me conheceu. Ainda lembra? Ou é engano meu?!
Chega de tentar se enganar, quando eu quero ouvir a verdade! Pra que guardar na memória alguém que você não ama mais?

Me esquece de uma vez, ou volta correndo. Toma uma atitude digna de toda essa historia.
Vamos parar de fazer cena, cansei disso.
Todo mundo falando o que eu devo falar, fazer...Não que eu não de ouvidos, pelo contrário, só quem ta do lado, ouve os problemas que eu tenho, - que por sinal, é um grão de arroz, feroz fincado no peito- sabe a importância que tem. Nunca deixei de contar com meus amigos, - e contar pros meus amigos- tudo o que se passa. Cada um com sua opinião formada, falando como os relacionamentos devem ser levados. Que o meu não difere de tantos casos, e que eu tenho que agir como naquele guia, para que dê tudo certo, e não ceder jamais. Ser a mais forte, a mulher de fibra formada por opiniões alheias, ouvindo a razão esquecendo do músculo involuntário.
Certa vez ouvi um psicólogo (ou quem sabe psiquiatra haha) falando que amor é coisa da nossa cabeça, que ta dentro no nosso cérebro assim como todos os outros pensamentos vagos. Manda esse cara então vir aqui agora, tirar tudo isso da minha cabeça por favor.
Sabe aquela feridinha? Deixa ela cicatrizar! Desce 12 garrafas de cerveja porque hoje ta calor demais. Um cigarro que não seja da mesma marca que o de ontem a noite, não deixe pistas que remetem ao passado. Esconda as placas, e suma com os carros.
Tanta gente já viveu mais que eu, e tanta gente falando que eu ainda tenho muito o que viver.
Se tantos viveram a mais, porque eu não posso viver um pouco menos depois, e um pouco a mais hoje?
As pessoas tem mania de subestimar muito o futuro, eu já nem ligo mais pra isso.
Eu ainda não entendi porque dia 19 de agosto de 2007 eu peguei um trem em direção contraria.
Subestimando a pessoa que sou, quebrando meu gelo.
Era bem mais fácil não sentir nada, somente o gosto dos lábios, e dizer adeus como se fosse um oi. E nem se importar com o que os outros sentiam, porque eu não sofria, então, porque me preocupar com o sofrimento alheio?
Quer saber, amor só de mãe mesmo. Diz a letra que muitos ouvem, e outros concordam.
Me esquece de vez, ou volta correndo. Sinto sua falta.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

soldado das mãos lilás.

Existe uma calmaria no meio dessa poeira; tal falta de solidão.
No meio desse não existir, existe alguém que pensa em ti, soldado das mãos lilás.
O balde de tinta na mão, e um cigarro ao chão; viciando meus versos.
Barulho lá fora, borbulha aqui dentro, confundindo você.
Voa vento, me leva embora, aonde sol se põe.
Canta pássaros, e me deixa ser livre.
Conta meus passos, pra eu não me perder.
Volta a fita, brincadeira de roda.
Se joga na vida, sem medo da corda.
Pés sujos ao chão, brincar de bola.
Esquece o adeus, e também de crescer.
Acorda amanha, vai dormir hoje.
Quinze anos mais velho, acorda irresponsável.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Egoísta.

Sou uma pobre cientista maluca, mutante, estranha.
Eu penso nas coisas que ninguém pensa, e meus olhos perdidos não vê o que você enxerga, e você jamais vai enxergar o que eu vejo.
Eu tenho mil e um motivos pra deixar tudo como esta, mais se minha vida for essa rotina eu não vou agüentar.
Vou ter que comprar um guia, que me guie a minha vida.
Vou ter que mandar alguém comandar meus passos, porque parada não da pra ficar.

Eu nunca me prendo a nada, minha bebida preferida é água.
E por mais que eu adore tomar um suco de maracujá – que me acalma- eu sei desgostar.
Assim como hoje gosto de cerveja, amanha sei não degusta-la.

Na verdade, eu aprendi ser dona do meu próprio nariz.
Desde cedo aprendi amarrar o meu cadarço sozinha, tomar banho, e me trocar.
Aos poucos aprendi escrever, falar, e criticar.

Mais hoje vivo aqui, minhas rotinas não me cansam, mais os dias sim, os dias me deixam exausta. Eu nem me importo com o que pensam, porque à noite eu só quero a minha cama.
Eu não penso em ninguém antes de dormir, eu só penso no descanso do meu corpo.
Eu não sonho com ninguém, eu só idealizo a minha vida.
As vezes acho que só penso em mim, mais quer saber de uma coisa?
- Pensar em mim é o melhor que posso fazer.
E você, que se julga um gênio, sabe se tem alguém na face da terra pensando em você?
Será que as pessoas não estão mais preocupadas com o horário do almoço que não chega, a suas devidas barrigas que já começam a roncar?
Será que alguém nesse exato momento pensa em você?
E se você, por sua vez, pensar em você, será que não é mais eficaz? Alias, alem de você ter certeza que alguém esta pensando em ti, pensas o que quiser, pois é você quem esta pensando.
E agora eu te pergunto: sou eu quem sou egoísta, ou é você quem não pensa direito?
Sou eu quem sou burra, ou é você quem não tem capacidade de pensar?

Ontem mesmo eu desejei que o mundo fosse um pouco mais simples, e na verdade, eu não sei pra que simplificar, sendo que a delicia da vida é não saber o que vai acontecer amanha.

Por aqui eu me despeço, tem alguém me chamando do outro lado do mundo pra que eu o ajude a desfazer os eixos da terra pra que ela melhore as coisas por lá.

... Gabriel!

Tão angelical seu nome, Gabriel pra um ser tão rigoroso consigo mesmo.
Sua mãe ao lhe colocar no mundo, lhe deu educação e boas palavras a apresentar aos terceiros.
Deu-lhe boa aparência com roupas boas, e te calçou para que jamais machucasse seus pequenos pezinhos.
Não sei porquê falar de você anjo, sendo que faz tanto tempo que evito tocar em teu nome.
Eu tenho um motivo maior, cujo me convença a dizer que você passou aqui pra deixar um rastro em mim.

Quero me calar, e ao mesmo tempo quero ter o que falar.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

utopia.

Olha, eu não seu porque gastar meus dedos falando com ninguém.
E não, não... Eu não consigo entender, porque jogar as minhas palavras aqui, aonde ninguém vê. Onde ninguém lê.


To desejando com todas as minhas forças a minha cama. O meu mundo. To construindo um planeta dentro do meu quarto.

No meu planeta não tem estrelas, e a noite ele fica escuro. Meu abajur é minha televisão que por incrível que pareça não quer trocar de canal.
Ah, e lá também tem minha lâmpada, mais eu acendo poucas vezes.

Na verdade eu to desejando essas farsas, porque queria que a vida fosse um pouco mais simples.
A principio, eu queria abraçar o mundo, mais eu sei que se isso acontecer eu não terei mais tempo pra mim, de tantas coisas que eu hei de me dedicar.

Queria não ir pra escola, na verdade, não queria ter essa obrigação, queria faltar hoje, amanha, e sexta também.
Hoje eu queria meu pijama novo, um copo enorme de leite, chocolate e canela.
Queria conseguir trocar de canal, e também mudar as falas dos políticos. Quem sabe se eles me recitassem uns poemas, lessem um livro, não fosse mais interessante.
Apertar o sap, e os ouvir cantando uma musica legal.

Ou poder ligar pra alguém, e ficar ouvindo seu mundo, pra ver se seu mundo faz o mesmo barulho que o meu. Se seu mundo tem as paredes geladas que nem no meu.
Se teu mundo tem paredes verdes, e se a disposição dos teus moveis não te agrada e você ao menos os troca de lugar, porque a fadiga é sua farda!

Queria voltar a ter 7 anos, passar o final de semana na casa da minha vó, e ficar na piscina o sábado inteirinho... e depois comparar minhas mãos enrugadas da água, com as dela, calejada da vida.
Não me preocupar com o cheque que voltou, e nem com o funcionário que esta me dando dor de cabeça.
Deitar feliz, e bem pequenininha, numa cama tão grande.
Queria que as pessoas fossem mais elas, e menos eu.
Que elas continuassem agindo de forma qual me magoaria, mais que fossem pura personalidade.


Passaram-se dez minutos, e eu to escrevendo pra ninguém, contando meu segredo diretamente pra você, você, ninguém, tanto faz!
Com toda essa saudade de tempos que eu era criança, com todos esses medos que carrego desde a minha infância.. contudo, me resta dizer que: meus pés estão no chão, minha cabeça em outro lugar.
Já não penso em mais ninguém, foi assim que me fizeram pensar.
Amanhã é um novo dia, e ninguém vai me impedir de ser feliz, nem mesmo eu, e nem meu mau humor.
Passar bem!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

trezentos monstros.


Estou n'um vazio pessoal, com trezentos corpos ao meu redor.
Estou ouvindo gritos de mudos; segando-me com espadas.
Arcanjos me atiram pedras, bandidos me tiram a vida.
E você, me rouba as palavras.

Ontem anoiteceu mais tarde.
Mais o sono chegou por volta das cinco horas.
O frio nos meus pés, meu porto sem seguro.
A cama parecia ter dez metros, de tamanha imensidão.
As paredes pareciam aproximar, e o teto parecia descer;
E descendo devagar.. cai.
Cai em cima de mim, e me afunda.

Tira-me o ar, pensamentos vagos.
Arranca-me a paz, medo.
Perturba meu sonho, desejo.
Evoca minha alma.

Trezentos monstros me perseguem.
Desculpa mais eu tenho que sair correndo daqui.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

meu palácio.


Já ouviu falar naquela dor por dentro?
Que você não sabe explicar?
Já ouviu dizer que no palácio, grande são os reis, e pequenos seus súditos.
Eu, rainha do meu eu interior, engoli um súdito esta noite;

Porque será?
Boa pergunta.
Engoli a seco, e ele esta se revirando dentro do meu corpo, está tomando conta de mim, e mostrando que sou escrava dos meus pensamentos redundantes, amedrontador.
Ele esta se revoltando contra mim, dentro de mim.
Eu não posso deixar que ele se transforme em um monstro, e acabe com meu dia.

Mais você, camponês... porquê me olha com esses olhinhos que só você tem?
Porque me segura tão firme em suas mãos, e tenta arrancar este quase monstro de dentro de mim?
Enquanto minhas tremulas mãos estão geladas, porque tu faz questão de que eu segure as tuas?

Olha, ele esta tão tranqüilo agora, sinto que esta dormindo.
Mas esta trancafiado, em algum lugar. Aonde eu tenho certeza que não conseguirei arranca-lo agora.

me deixe em paz.


Avance o sinal, chame de filho da puta aquele coxinha que esta parado ali na esquina.
Coma um maço de cigarros, pode ser do mais barato.
Desce uma, duas, três cervejas.
Desce do carro, vamos pegar a estrada a pé.
Subir o morro com medo de cair pra trás, mais vamos.
Correr contra o tempo, parar o relógio da igreja, que pros fieis bate as sete.
Pixa o muro da prefeitura chamando de corrupto, aqueles engravatados.

Mas deixa, por favor, me deixa;
Deixa eu cuspir a raiva que já passei até agora.
Me deixa, deixa minha paz.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

falando de amor.


Eu gosto de escrever de amor.
Talvez goste mais ainda de escrever de amores perdidos, de mal entendidos, de falta de amar.
Gosto da falta de amor, e de quantas vezes um ser humano é capaz de morrer por ele, em uma só vida.
Falar da falta de sorte dos amantes, e da grande esperança dos casais.
Das besteiras que todos pensam, e que tentam continuamente transmitir que amam, ou simplesmente que se atrai por tal alguém.
Das tardes que passei, avaliando novos amores, perdi tempo diferenciando.
Vai ser sempre a rotina, sempre.
Sua vida vai ser sempre rotina, você vai acordar todos os dias de manhã, que seja, mais vai acordar sempre mais ou menos no mesmo horário.
Vai ter algo que seja monótono na sua vida, e vai ter seu amor, sua paixão, sua atração.
Ou não vai ter ninguém, e vai se lamentar por isso.
Se encontrar alguém, vai desejar que seja ‘eterno enquanto dure’.
Mas se não encontrar, vai procurar como um cão farejador.
Como um faminto por seu pão.

Mas vai encontrar, vai sim, vai.
Vai encontrar alguém, que lhe queira bem, antes que o sol se ponha.
Vai ter noites pensando em alguém que não pensa em você, e vai se dar conta que do outro lado do seu pensamento, ele pensa em você a noite inteira;

Tu nunca vai estar contente, jamais.
Vai acordar de manhã, na sua rotina de gente grande, casada; com responsabilidades maiores do que somente trabalhar, como fazer um café da manhã, desejar bom dia (...).
Vai se dar conta, que alguém que tu desejou dizer: sim, eu aceito.
Esta ali do seu lado, acordando todos os dias contigo, dividindo seu edredom, e sua paciência.
Pagando a conta de luz, e deixando a de água que é mais barata pra você.
Quando o tal chega do serviço, você vai ter do que reclamar.
Seja do sapato sujo que ele deixou em cima do seu tapete, ou seja, da falta de humor que ele trouxe juntamente com o trabalho acumulado, e essa noite não vai ter amor.
E você também vai ter do que reclamar, quando ele te disser, que não gostou da nova disposição dos moveis.

Você ainda sim, vai reclamar de amor.
Vai dizer que ele não te ama mais.
E vai falar que amor não é pra sempre.

E eu vou estar aqui, escrevendo sobre amor, sobre encontros e desencontros.
Fantasiando contos, daqueles que você sempre quis viver.
E não vou mentir quando falar, que amor nada mais é do que elevações de humor, misturada com paixão, e algo que eu tento explicar...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

tuas drogas matinais.


Esta ali trancado no seu vazio pessoal.
Dominando sua inércia ele vive!

Vive enclaustrado, no seu antes.
Seu durante não passa nunca.
Porque morre por dentro o seu após.

Ele esconde seus versos no rodapé do seu quarto.
Ele escreve na parede tudo que sonhou, e jamais vai ter.

Corre e compra o que destrói.
E no chão (ainda) consome o que te corroí.
Vicioso contratempo contra o tempo.

Ele toma seu veneno letal.
Sua corrente nasal é impulsionada a não sentir seu odor.
Sua pele manchada, e suas mãos amarelas.
Os olhos vermelhos e o álcool na língua.

Curou seu medo dentro do seu quarto.
Colocou seu corpo em decomposição.
Morreu, sem saber viver;
Comprou uma bíblia, tentando achar a solução!
Finas sedas. Muitos finos.

E cinco anos depois... Aceleração baixa.
Mal pode se lembrar das memórias infantis.
Comeu seu cérebro, arrancou seu nariz.
Furou seu pulmão, e fritou seus rins.



Caixão preto de pvc, indigente, 25 anos.
Sem lapide e sem historia.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

prece divina.


Aperte o play pausadamente, tente agir com essa tecnologia humana só sua.
E vai falando devagar;
Primeiro me conte do seu poder de hipnose, e dos seus planos lunáticos.
Conte também as coisas que faz e que tem vergonha, as coisas que quer esconder do mundo, mais só a mim você vai confiar contar.
Grita, grita alto, porque as vezes a raiva aparece.
Acredita, porque eu vou te falar o que aconteceu hoje, e os motivos que me fizeram pensar em você.
Depois junte suas mãos comigo, ajoelhe ao chão (coisa que desaprendi fazer) e fala se as preces têm o mesmo valor pra você, quão tem a mim.
Depois de um tempo vamos lá, agradecer por um dia nos conhecermos, ou nos arrepender.. por não ter conhecido antes.

falsa valsa.


Olha, vem agora, mais vem correndo. E me fala logo tudo que se passa.
Isso tudo é farsa? Essa dança não é valsa?
Vem logo vai, mente pra mim mais uma vez, fala de novo o que eu quero escutar, já que eu adoro mentiras.
E eu também minto, e estou mentindo pra você neste exato momento, e me diz, como você se sente sendo enganado por mim?
Vai, coloca seu cérebro pra funcionar devagar,vai lá, corre, chama seus amigos pra colocar seu corpo pra não conseguir mais ter os sentidos...
E depois afoga em um gole, em dois, todas suas magoas.
Afoga também os problemas por lá, se você acha que consegue resolver assim.
Depois volta aqui, e me pergunta se estou bem, se também quero afogar a entediaste semana num copo.
Ai me pergunta se eu me sinto bem, e anestesiada eu vou te responder: estou ótima.
Ótima, é assim que tem que ser, e é assim que vai ser.
Será que eu to mentindo nessas linhas? Você acredita em mim?
Porque eu já não posso mais acreditar em nada, muita coisa é farsa.
Mais de repente, você me puxa pela mão, me levanta da cadeira, e ao som de Beatles, diz que é valsa.
Começa a doer meus pés, faz calos, e você não me deixa sair, não me larga, e diz que a musica ainda não acabou. E que não vai acabar tão cedo.
Daqui há um mês ela ainda vai estar tocando, e você vai estar cantando, anestesiado?
Sua mão vai ter sarado, alias, você se reconstitui fácil.
Ninguém fica machucado muito tempo, por isso, se eu estou mentindo, já passa.
Mais se a musica acabar, é que o CD já se riscou, de tanto repetir a mesma canção.
E se você tentar um dia mudar de musica, quem sabe a gente não faz dessa valsa uma enorme farsa, ou a nossa farsa, vira valsa.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

para alguém.


Te tocar quando cai a neblina da noite fria, os respingos da chuva vai molhando teu rosto, e levemente você vai fechando os olhos.. São momentos e circunstancias em que você não sabe mais, se olha em meus olhos, ou se deixa minha mão deslizar sua face. Parece que aquele prateado da lua, ilumina teus olhos, que em segundos brilha como se fizesse parte daquela constelação.. Parece ser uma prece divina, uma noite que passei escrevendo este texto pra ti, amor que vira...
Um dia, tu vai ler, e saber que de ti estavas falando nessas linhas.. vai adormecer em meus braços, e eu lhe direi: por tanto tempo te esperei, sendo que lhe conheço a menos de um mês.. Vou lhe surpreender todos os dias, e você não vão saber, porque me dedico tanto a ti.. E um dia eu vou lhe dizer: por tanto tempo esperei por alguém como você!

caso perdido.


Olha, meus olhos são tão tristes agora, que já até perderam o brilho. É tanta desigualdade entre eu e meu eu interior, eles não se comunicam.
E eu perdi o a vontade daquela coisa, tal razão, tal emoção.
Olha, e é fraca as minhas palavras.
Tão quão não chegam alcançar teus ouvidos. Tão quão falham, saem da minha boca e tocam ao chão.
Sinto-me como ossos destroçados no chão, ossos quebrados, apenas ossos.
Vamos crescer, crescer nosso ego, mais como? Reconstituindo-me? Sendo ossos e palavras no chão?
Usando do seu veneno como cálice de fortaleza ao meu ser.
E lá vai você me falando como devo agir mais uma vez
Opinando na minha vida, colocando o dedo na onde não é chamado.
Olha, sou cinzas queimadas ao chão, e você e ninguém mais conseguira me reconstituir a não ser eu mesma.
Sou caso perdido, fui levada pelo acaso.

Deus sabe o que faz.

E eu, chegado à minha última conclusão, na certa, apenas por não ser louca, e por minha alma não ter se desvairado, nem perdeu os limites. Sentindo necessidade imediata de ordem, e de dar nome ao que existe, apelidei de simplesmente porcentagem. E, para conseguir classificá-lo entre as realidades reconhecíveis, tornei sonho. E passou a me ameaçar, como quem me rodeia em ar silencioso uma madrugada de batalha de gritos.
Mais assim sendo, sei o porquê meu coração bateu. Meu coração bateu porque esmeralda nenhuma é tão rara. Nem os ensinamentos dos sábios são tão raros. Nem o homem mais rico do mundo já pôs olhos sobre sorriso mais lindo. Ali estava o que o mais fino sonho jamais pudera imaginar. Foi então que o meu ponto fraco disse timidamente e com uma delicadeza de sentimentos de que eu jamais o julgaria capaz:
Te adoro!
Mais me veio o adeus. E quem sabe a que escuridão de amor pode chegar o carinho repentino, com data de validade. Passei um dia perturbada, que era tomada pela saudade.
E então comecei a considerar a cruel necessidade de amar. Considerei a malignidade de nosso desejo de ser feliz. Considerei a ferocidade com que queremos brincar de amor. E o número de vezes em que mataremos por amor.
Aprendi a reter desejos, e voltar a ter medo. -pois numa natureza que errou uma vez já não se pode mais confiar.- disse a natureza, que perfeito faria, mais que seria perfeito ao seu modo de ser.

Eu só lhe digo uma coisa: Deus sabe o que faz.

destino.

EI, espero que você segure firme a minha mão agora.
É, você tal destino.
E não me subestime, e nem sinta pena de mim. Não tenhas medo, e não me julgue.
Mais segure firme a minha mão. E jamais me pergunte o que estou fazendo quando eu quiser encontrar o teu começo, entender seu meio, e procurar teu fim.
Olhe bem nos meus olhos, e, por favor, não minta pra mim.
E por nada nesse mundo me faça chorar. Mais me mostre o que é certo, e o que é errado.
Mais não me faça chorar. E olhe aqui, bem no fundo dos meus olhos... Tu enxerga tudo que eu já vivi? Ou pelo menos 1%? Você pode sentir por entre esses risos no meu olhar, tudo que já se passou nessa minha vida?
Segure a minha mão, e me ensine a caminhar, sem medo dos carros.
Olha, meu medo é andar na contramão. Talvez eu tenha que aprender muito ainda.
Hei, destino, tu podes me ensinar?
E se puder, tu me ensina a temer as coisas boas? E saldar as coisas ruins como se fossem presentes divinos me ensinando que a sua proposta é me ensinar a viver!
Olha, e se não for pedir muito, não solte a minha mão, jamais.

E se eu fosse você, por um segundo?

Desisto de ser eu pra poder ser um pouco você.
Desisto de ser eu, pra poder ter a liberdade de tocar tua face, não sendo uma mão estranha, sendo as tuas.
Desisto de ser eu, pra chorar, e sentir o frio salgado das lagrimas escorrer por tua face molhar teu corpo, escorrer entre teu pescoço.
Desisto de ser eu, pra ser você e ser eu seu desejo.
Eu deixo de ser eu, pra virar esquecimento. Deixo de lado meus sonhos, e sigo os obstáculos.
Desisto da minha pele, pra habitar somente você.

um metro e sessenta e dois.


A sua maior meta, é alcançar o céu com seus um metro e sessenta e dois.
Ela quer anestesiar os dias. E suas mãos frias.
Ela quer tocar o chão e perceber que esta em terra firme.
Ela quer ter o poder, poder de mudar pelo menos a sua vida.
Comandar as estrelas não é pra ela, por mais que pense alto, ela não pensa grande.
Ela só quer ser mais uma ‘pequena notável’. Se é que alguém pode a entender.
Olha, e digo mais... Ela me disse, que quer ser simplesmente ELA!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

pra você, dorminhoco.

Deixe a porta encostada, vá você longe ou perto.
Deixe as luzes acesas, vá você sair pra sempre, ou somente por alguns segundos.
Cumpra pelo menos o que promete, e não prometa o que não possa cumprir.
E não me fale do amanha, porque Deus nos concedeu a vida, não a eternidade.
Vá e não conte as horas pra voltar, e nem jogue migalhas no chão pra não esquecer o caminho.
Cruze a ponte sem culpa. E volte somente se achar que deve. Mas conte os segundos até a bomba explodir. E depois me diga, que tu só quis falar do amanha, porque assim como você ele é incerto demais.

Eu vou guardar sempre na memória, você desconhecido. E eu vou me culpar sempre por eu não ter ido ao mesmo lugar que você foi na sexta passada. Vou também culpar meus olhos por não ter te visto primeiro.
Mais levarei culpa maior se o mundo conspirar contra mim, e eu a favor de você.
Levarei culpa maior se você conspirar contra mim, e eu a favor de você.
E também vou me culpar por não te julgar mais um babaca como tantos outros.
Afinal, a quanto tempo nos conhecemos em? Há mais de 24h?

Olha, eu vou te contar um segredo, tenho medo do incerto, mais na verdade meu maior medo é a minha incerteza.
Mais se é errado, bom, isso eu não sei... Mais tenho curiosidade do seu sorriso, e curiosidade também da cor dos teus olhos... Não, não, eu já vi por fotos... Mas e quando a luz refletir... Ele muda de cor?
Ou será que fica só aquele brilho de luz, que vai me extasiar quando eu prestar atenção diretamente no seu globo ocular.
Será também que suas mãos vão ser como eu imagino?
A questão é essa! A grande, robusca imaginação.

Mas calma, algumas 30 horas se passaram, 30 horas que eu sei seu nome, 1º passo.. passos.. vamos por passos.. E agora consegui chegar ao 15º. Talvez porque já saiba teu nome, (e sobrenome) e mais treze (ou mais) coisas sobre você.
É que eu gostei, sim, gostei de você.
Te incomoda? Porque se sim, mude você, seu jeito, (que da medo)... é, seu jeito. Mais deixe isso pra lá, vamos ao 16º passo?
Passos.. eu tenho medo de tropeçar, mais pra que entrar neste assunto?

Eu costumo ter 10 palavras pra descrever alguém que eu conheça há 1 mês, mais olha, por mais uma vez eu entrando em um detalhe que eu prefiro não comentar...

Quebre um cd do Djavam, te espero as 4:30 na porta do cinema, quem chegar primeiro, aposta ganha!