terça-feira, 23 de setembro de 2008

tuas drogas matinais.


Esta ali trancado no seu vazio pessoal.
Dominando sua inércia ele vive!

Vive enclaustrado, no seu antes.
Seu durante não passa nunca.
Porque morre por dentro o seu após.

Ele esconde seus versos no rodapé do seu quarto.
Ele escreve na parede tudo que sonhou, e jamais vai ter.

Corre e compra o que destrói.
E no chão (ainda) consome o que te corroí.
Vicioso contratempo contra o tempo.

Ele toma seu veneno letal.
Sua corrente nasal é impulsionada a não sentir seu odor.
Sua pele manchada, e suas mãos amarelas.
Os olhos vermelhos e o álcool na língua.

Curou seu medo dentro do seu quarto.
Colocou seu corpo em decomposição.
Morreu, sem saber viver;
Comprou uma bíblia, tentando achar a solução!
Finas sedas. Muitos finos.

E cinco anos depois... Aceleração baixa.
Mal pode se lembrar das memórias infantis.
Comeu seu cérebro, arrancou seu nariz.
Furou seu pulmão, e fritou seus rins.



Caixão preto de pvc, indigente, 25 anos.
Sem lapide e sem historia.

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